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Case EMS

Transforming Complexity into Operational Confidence

Este projeto explora como princípios de usabilidade, acessibilidade e design system podem transformar a experiência de um dos aplicativos bancários mais utilizados do país. O foco foi reduzir atritos, modernizar a interface e permitir que públicos vulneráveis, como idosos e beneficiários, executem operações financeiras com segurança, autonomia e confiança.​

CONTEXTO E DESAFIO

O app atual concentra funções essenciais como saldo, pagamentos, transferências, benefícios sociais e FGTS. Apesar disso, usuários relatam dificuldades recorrentes para realizar tarefas simples, especialmente em momentos críticos, como recebimento de benefícios ou pagamento de contas.
O desafio central foi redesenhar a experiência considerando três fatores simultâneos:

  • Alta complexidade funcional

  • Público diverso, com baixa fluência digital

  • Necessidade de transmitir confiança e estabilidade em operações financeiras

O PROBLEMA

Usuários que dependem do aplicativo para acessar dinheiro e benefícios enfrentam uma experiência marcada por instabilidade, excesso de etapas e baixa previsibilidade.
Isso gera insegurança, medo de errar e, em muitos casos, abandono da tarefa, obrigando o usuário a buscar ajuda externa ou ir até uma agência física.
Quando um aplicativo bancário falha, o impacto não é apenas digital. Ele afeta diretamente a autonomia financeira das pessoas.

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ABORDAGEM E MÉTODO

O projeto foi estruturado a partir de uma abordagem mista, combinando pesquisa qualitativa e quantitativa exploratória.

​

Metodologia de pesquisa

  • Pesquisa qualitativa: entrevistas semiestruturadas e relatos de uso com usuários reais

  • Pesquisa quantitativa: questionário exploratório para identificar padrões recorrentes de percepção e comportamento

​

A amostra não teve caráter estatístico, mas foi intencional, focada em usuários que representam contextos críticos de uso.

​

Perfil da amostra

  • Usuários idosos

  • Beneficiários de programas sociais

  • Usuários que utilizam o app para tarefas básicas (saldo, Pix, pagamento)

  • O objetivo foi identificar padrões de dor, não métricas de performance absolutas.

EVIDÊNCIAS DA PESQUISA (BIG NUMBERS)

Mesmo em uma amostra exploratória, os dados revelaram padrões consistentes:

  • Entre 60% e 70% dos participantes relataram dificuldades recorrentes no login

  • Mais da metade afirmou evitar o app em horários de pico por medo de falhas

  • Cerca de 55% relataram insegurança ao realizar pagamentos ou transferências

  • Aproximadamente 40% já desistiram de concluir uma tarefa por instabilidade ou confusão.

PRINCIPAIS INSIGHTS (QUALITATIVOS)

A pesquisa qualitativa aprofundou o entendimento dos dados quantitativos e revelou padrões claros:

  • A insegurança do usuário está mais ligada à imprevisibilidade do sistema do que à complexidade financeira em si

  • Usuários evitam explorar funcionalidades por medo de errar

  • A experiência gera dependência de terceiros, especialmente entre idosos

  • Travamentos passam a fazer parte da estratégia de uso (“tento outro dia”)

​​

“Quando trava, eu paro. Tenho medo de fazer errado.”

PERSONA

Para consolidar os aprendizados, os dados foram sintetizados em uma persona representativa.

Eliana é uma professora aposentada que utiliza o aplicativo para consultar saldo, receber benefícios e pagar contas.
Ela busca funcionalidades simples, previsibilidade, clareza e estabilidade.

Seu principal medo é o risco de perder dinheiro ou benefícios por não entender corretamente o que está fazendo.

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DEFINIÇÃO DO PROBLEMA + HMW

​O problema central pode ser resumido em uma frase:“Como ajudar usuários com baixa familiaridade digital a realizar operações financeiras com confiança e sem esforço cognitivo excessivo?”

 

Os HMW orientaram o direcionamento do redesign:

  • Como reduzir etapas sem comprometer segurança?

  • Como tornar caminhos intuitivos para quem não sabe navegar?

  • Como comunicar estabilidade em um contexto de falhas frequentes?

  • Como projetar para idosos sem infantilizar a interface?

ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO

Evidência → Decisão

​

Evidência: usuários se perdem em menus profundos e não entendem onde estão
Decisão: reduzir profundidade de navegação e agrupar funções por lógica mental do usuário

​

Evidência: usuários evitam explorar o app
Decisão: priorizar ações essenciais na tela inicial

​

A nova estrutura foi organizada em quatro pilares claros:

Início/ Movimentar/ Benefícios/ Perfil

​

Essa organização reduz ambiguidade, acelera o aprendizado e cria consistência

ao longo do uso.

DESIGN SYSTEM PARA ACESSIBILIDADE

Desenvolvi um Design System acessível, pensado nas melhores práticas de acessibilidade, para melhorar a experiência de grupos com baixa visão como idosos e beneficiários. O design é modular e alinhado a boas práticas de produtos financeiros. A paleta Soft Blue reduz fadiga visual e aumenta contraste. A tipografia Inter garante legibilidade para idosos. Os componentes foram construídos com espaçamentos amplos, hierarquia clara e foco em consistência. O resultado é uma identidade visual moderna, institucional e acolhedora, sem perder a seriedade necessária a um aplicativo bancário.

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WIREFRAMES

Os wireframes focaram em simplificar fluxos e reduzir a densidade de informação por tela.
Cada tela foi desenhada para ser compreendida rapidamente, com uma ação principal clara e feedback visível após cada etapa.
Decisões como redução de menus, priorização de ações frequentes e uso consistente de padrões visuais foram fundamentais para diminuir o esforço cognitivo.

INTERFACE FINAL

As telas foram construídas com base no Design System, mantendo consistência e acessibilidade como pilares. A interface prioriza clareza, ritmo, contraste e espaçamento. As ações principais ficam visíveis e acessíveis; as secundárias não competem visualmente. O visual transmite tranquilidade e confiança

ANTES

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DEPOIS

IMPACTO DO PROJETO E MÉTRICAS

Mesmo sendo um projeto conceitual, os impactos esperados incluem:

  1. Redução da desistência em tarefas críticas

  2. Maior taxa de conclusão de fluxos

  3. Menor dependência de atendimento presencial

  4. Aumento da percepção de segurança
     

Métricas sugeridas:

  1. Taxa de conclusão de tarefas

  2. Tempo médio por fluxo

  3. Redução do número de etapas

  4. Feedback qualitativo de confiança do usuário

LIMITAÇÕES DO PROJETO

​Este projeto não incluiu testes de usabilidade moderados nem validação técnica de performance.O foco foi estruturar uma solução conceitual sólida, orientada por pesquisa e boas práticas de UX para produtos financeiros.

CONCLUSÃO

Este case combina processo, estratégia e sensibilidade.É uma síntese da minha forma de trabalhar: baseada em empatia, clareza e responsabilidade.

FERNANDA ELISIO | UX DESIGNER

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